O secretário especial de Prevenção à Dependência Química da prefeitura do Rio, coronel Francisco Duran Borjas, disse que as drogas sintéticas, como ecstasy e LSD, fontes de lucro de traficantes de classe média, já são encontradas em bocas-de-fumo das favelas cariocas. Segundo ele, isso poderá alimentar uma disputa por pontos de venda. Este ano, as polícias Civil e Militar apreenderam ecstasy em cinco favelas e há informações da existência das "balas" em pelo menos outras seis. "Acho que vai haver disputa como aconteceu com os mercados de maconha e cocaína. Os que estiverem mais próximos do capital, ou seja, dos bairros mais nobres, é que vão dominar", vislumbra Duran, responsável pela pasta criada em 2001. Ele cita os bairros da zona sul e a Tijuca como pontos onde o tráfico de drogas sintéticas pode crescer. As bocas-de-fumo da Rocinha são exemplos. Em março, dois jovens foram flagrados com 96 comprimidos de ecstasy quando saíam da favela. Eles confessaram a compra de cada "bala" por R$ 10 para vendê-las em Copacabana, Leblon e Ipanema. Na Cidade de Deus, Jacarepaguá, a polícia encontrou 26 pílulas da droga em agosto. Outra apreensão ocorreu no morro da Providência, Centro, onde foram achadas 20 pastilhas em abril. |